segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Resposta ao viver

No instante suspenso
O Novo Tempo começou
Um tempo parado no tempo
Paralelo
Consciente
Linear
No segundo entre uma respiração e outra
Nada existe
Além daqueles bichinhos que ressonam na mesma frequência
E que percebem
Com a clareza do Guru
. Tudo é amor .
Que chega a exalar
Estamos salvos!
O mundo já se desfez
E se refez
E eu enxergo o verde no outono...
Vou viver de saudade
E morrer com o infinito de tua presença

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Experiência performática... Experiência viva

Integro-me no espaço que me acolhe, agora ele é meu e eu sou dele. Juntos dançamos, cantamos, gritamos, transformamos equilíbrio em desequilíbrio. Não sei o que fazer, mas faço o que não sei, e isso me excita! Sou homem, sou animal, sou eu, dentro e fora mim. Somos um só. Falamos e fazemos o que queremos ou não falamos nem fazemos nada.... Somos livres. Não. “O céu ainda pode cair sobre nossas cabeças”. Mas respiro.... Sinto-me livre. Livre do sentido, no entanto, percebo que estou repleta dele. Eu não penso, faço. Eu faço, às vezes depois eu penso. Abro os olhos, burlados por alguma lágrima não contida, e tudo o que tinha que acontecer... Simplesmente acontece. Alguma coisa acontece, que eu não sei.....Tudo o que não tinha sentido começar a se fazer sentido. O repleto se desfaz.Tudo azul. Morre o chuvisco que penetrava meus olhos. Nesse instante, branco e preto. Onde está o branco, o preto, o azul da minha alma?A janela fechada agora está aberta, está perto, os corpos atravessam para o outro lado, o lado do infinito, onde o vazio é preenchido e posso ser livre.Fora da janela ali estou, fora da alma, livre.De repente, tudo volta a se tornar azul. Vazio...








Esvaziado de vazio....







É o pleno.





Da janela, agora eu me vejo. (Experiência performática em 2006 - DEART Outo Preto - MG)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Despindo-me

O "mim" tem me irritado bastante...
Mas o que posso fazer sem mim?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A refletir

Seria só
Se de só fossem feitas as coisas
Mas só assim
Não seria feito tudo
(Num tanto de alma)
Que se cria só em mim

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Além das realidades


Quanto tempo se perde
Construindo o inconstrutível
Destruindo o indestrutível
Quando o infinito é apenas um

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Revelação


Faz-se um meio...
Sem início e fim
De inteiros fragmentos
Bem no meio de mim