
Caminhando por uma rua ignota, ouvia barulhos de carros que pareciam passar por mim em alta velocidade, e um sopro de vento mais forte ressoava ao mesmo tempo em que o os ruídos submergiam meus ouvidos. Mas simplesmente não olhava para o lado, com a cabeça baixa permanecia, observando a calçada; reparava todos os seus detalhes, cada ladrilho, cada relevo, e assim, os meus pés, tão brancos e as unhas vermelhas. Meus passos lentos não manifestavam pressa nem dúvida do caminho a ser percorrido.
Percebia que o barulho dos carros começava a ficar cada vez mais distante e um novo som surgia... Ainda olhando para baixo comecei a observar que ondas começavam a tocar meus pés. Sentia que algo alí se transformava. Olhei finalmente para o lado e vi o mar; a rua, os carros, os postes desapareceram e não havia areia, somente o mar e a calçada.
Continuava a caminhada, agora olhando para o céu, para o mar e voltava a olhar os pés, cobertos e descobertos pela água. Era uma sensação leve, a água gelada, o barulho das ondas, e nada me surpreendia...
Percebi que em minha direção se aproximava uma quantidade imensurável de aves, eram de todos os tipos e todas as cores e em minha percepção voavam tão devagar que parecia que o encontro ainda demoraria. Com dificuldade tentava calcular de onde abrolhavam, até que minha visão alcançou a silhueta de uma mulher. Ela estava atrás de todas aquelas aves, e foi quando pasmei, as aves saiam de sua boca, de seus ouvidos e por trás de seu corpo... E ela a caminhar lentamente, sem nenhum movimento não fosse os seus passos.
As aves ficavam cada vez mais próximas e num deslumbramento elas me atravessavam, sem que eu manifestasse qualquer reação, somente admirava a graça daquela cena. O corpo da mulher ficava cada vez mais visível, mas não reconhecível, seu rosto não se via, pois estava coberto pelo bando.
Quando o corpo da mulher estava bem próximo previ o acontecimento, ele atravessou o meu e, num lapso e sem qualquer dúvida concluí: era eu.
Percebia que o barulho dos carros começava a ficar cada vez mais distante e um novo som surgia... Ainda olhando para baixo comecei a observar que ondas começavam a tocar meus pés. Sentia que algo alí se transformava. Olhei finalmente para o lado e vi o mar; a rua, os carros, os postes desapareceram e não havia areia, somente o mar e a calçada.
Continuava a caminhada, agora olhando para o céu, para o mar e voltava a olhar os pés, cobertos e descobertos pela água. Era uma sensação leve, a água gelada, o barulho das ondas, e nada me surpreendia...
Percebi que em minha direção se aproximava uma quantidade imensurável de aves, eram de todos os tipos e todas as cores e em minha percepção voavam tão devagar que parecia que o encontro ainda demoraria. Com dificuldade tentava calcular de onde abrolhavam, até que minha visão alcançou a silhueta de uma mulher. Ela estava atrás de todas aquelas aves, e foi quando pasmei, as aves saiam de sua boca, de seus ouvidos e por trás de seu corpo... E ela a caminhar lentamente, sem nenhum movimento não fosse os seus passos.
As aves ficavam cada vez mais próximas e num deslumbramento elas me atravessavam, sem que eu manifestasse qualquer reação, somente admirava a graça daquela cena. O corpo da mulher ficava cada vez mais visível, mas não reconhecível, seu rosto não se via, pois estava coberto pelo bando.
Quando o corpo da mulher estava bem próximo previ o acontecimento, ele atravessou o meu e, num lapso e sem qualquer dúvida concluí: era eu.

