Dia estranho...
Pretérito
Pretérito do pretérito
Pretérito imperfeito
Pretérito perfeito
Pretérito mais que perfeito
Futuro (????????)
Futuro do presente
Confundem-se (no)
Presente
Que por si só rouba a perfeição, a imperfeição e a máxima perfeição do pretérito.
terça-feira, 31 de março de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
Ilusão (Des) Ilusão – Simples noção de perspectiva

“É necessário perder a ilusão para encontrar sentido em todas as coisas.”
Vivemos imersos na ilusão.
Na constante e agônica busca do sentido necessitamos desesperadamente enxergar o “real”. Não podemos mais ser enganados, iludidos, principalmente por nós mesmos!
Ouso dizer: ilusão é uma simples noção de perspectiva, ora, ligadas ao ponto de fuga as linhas que conectam os lugares, as pessoas, os objetos, o tempo, criam profundidade nas relações entre estes, o que submerge a noção do “real” e nos torna seres cada vez mais “iludidos”.
(Des)iludir faz-se tarefa simples! Desfazendo as linhas conectivas quebram-se as relações, dissolve-se a profundidade, perde-se a noção de distância, destrói-se a perspectiva! A linha do horizonte, aquela onde se situam os nossos pontos de fuga torna-se menos evidente e assim tudo fica na superfície, mais próximo, mais “real”, mais (des) iludido.
Simples?! Talvez...
No entanto, ouso perguntar: Há sentido em uma vida sem profundidade, sem perspectiva, sem ilusão?
Vivemos imersos na ilusão.
Na constante e agônica busca do sentido necessitamos desesperadamente enxergar o “real”. Não podemos mais ser enganados, iludidos, principalmente por nós mesmos!
Ouso dizer: ilusão é uma simples noção de perspectiva, ora, ligadas ao ponto de fuga as linhas que conectam os lugares, as pessoas, os objetos, o tempo, criam profundidade nas relações entre estes, o que submerge a noção do “real” e nos torna seres cada vez mais “iludidos”.
(Des)iludir faz-se tarefa simples! Desfazendo as linhas conectivas quebram-se as relações, dissolve-se a profundidade, perde-se a noção de distância, destrói-se a perspectiva! A linha do horizonte, aquela onde se situam os nossos pontos de fuga torna-se menos evidente e assim tudo fica na superfície, mais próximo, mais “real”, mais (des) iludido.
Simples?! Talvez...
No entanto, ouso perguntar: Há sentido em uma vida sem profundidade, sem perspectiva, sem ilusão?
sexta-feira, 27 de março de 2009
Corpos de luz

Corpos espalhados... Reestruturam-se a cada vibração.
Corpos que emergem no espaço, conectados, desconectados.
Corpo presença... Corpo tornando presença... O som no corpo materializa a alma, preenchendo os espaços que são continuamente atravessados por fluxos e intensidades.
Nas palavras de Daniel Lins:
“Os possíveis agora se reinventam e se redistribuem o tempo todo, ao sabor de ondas de fluxos, que desmancham formas de realidade e geram outras, que acabam igualmente dispersando-se no oceano, levadas pelo movimento de novas ondas. Subjetividade de hoje: arrancadas do solo, elas têm o dom da ubiqüidade – flutuam ao sabor das conexões mutáveis do desejo com fluxos de todos os lugares e todos os tempos, que transitam simultâneos pelas ondas eletrônicas.”
O som age como um catalisador da alma, desfazendo o corpo em pontos de luz, que transitam e se confundundem no espaço/tempo, produzindo ondas e conexões energéticas.
Corpo sem sentido, mais sentidos, sentindo-se – eternizando o instante que o transforma, deforma, reforma. É a vontade em ação construindo um corpo, que através do espaço/tempo se desmancha em movimentos e fluxos de pensamentos, subjetivando o ser.
Corpos que emergem no espaço, conectados, desconectados.
Corpo presença... Corpo tornando presença... O som no corpo materializa a alma, preenchendo os espaços que são continuamente atravessados por fluxos e intensidades.
Nas palavras de Daniel Lins:
“Os possíveis agora se reinventam e se redistribuem o tempo todo, ao sabor de ondas de fluxos, que desmancham formas de realidade e geram outras, que acabam igualmente dispersando-se no oceano, levadas pelo movimento de novas ondas. Subjetividade de hoje: arrancadas do solo, elas têm o dom da ubiqüidade – flutuam ao sabor das conexões mutáveis do desejo com fluxos de todos os lugares e todos os tempos, que transitam simultâneos pelas ondas eletrônicas.”
O som age como um catalisador da alma, desfazendo o corpo em pontos de luz, que transitam e se confundundem no espaço/tempo, produzindo ondas e conexões energéticas.
Corpo sem sentido, mais sentidos, sentindo-se – eternizando o instante que o transforma, deforma, reforma. É a vontade em ação construindo um corpo, que através do espaço/tempo se desmancha em movimentos e fluxos de pensamentos, subjetivando o ser.
No limite da profundidade dos corpos constitui-se uma superfície metafísica, responsável pela eminência da ação. Ritualizados pela alteridade, para uma construção de si através da potência vital e energia pulsante do outro os corpos absorvem a química da alma para tanto revigorá-la. Desprendidos da conotação “real” do “eu” encontram-se mergulhados em sua subjetividade, onde pulsa a essência do desejo e perpassam conexões de fluxos, tornando-se vibráteis e sensíveis à realidade singular da existência.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Título esfarelado
O corpo que preciso é o que eu não tenho
O corpo performático não está pronto, nunca estará pronto, pois estar pronto é estar limitado, amarrado a uma rede de raízes e sentidos que o domesticam e o impedem de ser verdadeiramente concebido. Não se pode chegar verdadeiramente ao corpo, mas colocar-se em estado de corpo, de construção vital e letal, de autofagia, matar um e criar outro a cada instante. É vontade e pensamento em ação concebendo a carne, atravessada por fluxos, pela energia pulsante de um estado de pleno desejo, desfazendo-se em mil pedaços e se reconstruindo... Agora, sem pés, pernas, barriga, pescoço, cabeça, sem vísceras, sem órgãos, como o ser resignado à própria condição imortal de ser, que não serve, não concebe, não aprende, não ordena. Ser no fluxo, no desejo da ação, sem limites, sem corpo.
Negar o corpo é aceitá-lo em seu aspecto mais sublime, pois sua ausência torna-se verdadeira presença, que fala, que grita, que se coloca no espaço e não segue condicionamentos e automatismos físicos e mentais, nascendo e morrendo um milhão de vezes, em diferentes estados de tempo e espaço, imergindo na busca por um corpo inacabado para sempre.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Estar no mundo

O fascínio que encontro, e é onde e stá a minha verdadeira paixão, vive sob a profundidade do que há de mais vivo na ação, no corpo que a produz, no espaçotempo que a acolhe, onde se inscreve o sonho e a poesia, o real e o metafísico e o Duplo se instaura como propulsor de uma angústia, de uma incerteza do lugar em que realmente estou, do corpo que abrigo, ou que me abriga, do tempo que vivo, suficiente talvez, para travar com o inconsciente uma batalha fervorosa pela busca de algo que posso jamais encontrar, pois realmente não sei se desejo encontrar, e isso não se faz necessário.... Coloco-me no centro de um imenso vazio de coisas sem sentido, em que o sentido abordado se encontra com o sentido de senti-las como um turbilhão de vivências, experiências asfixiantes, que esmagam meus pensamentos e idéias que eu tenho sobre essas coisas, sobre o que sou e o que pretendo ser diante do cruel, do implacável, de verdades estupradas por um sentimento de dor, dor por há muito não ter enxergado a vida que está por trás de tudo. E é essa vida, que atravessa a alma e esvazia o corpo, que vem para nos enfrentar, para desesperadamente nos fazer enxergá-la. É por ela que me exponho, que desnudo meu olhar e compartilho as idéias que hoje se instalam em minha alma como a peste nos órgãos essenciais do corpo.
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