sexta-feira, 27 de março de 2009

Corpos de luz


Corpos espalhados... Reestruturam-se a cada vibração.
Corpos que emergem no espaço, conectados, desconectados.
Corpo presença... Corpo tornando presença... O som no corpo materializa a alma, preenchendo os espaços que são continuamente atravessados por fluxos e intensidades.
Nas palavras de Daniel Lins:
“Os possíveis agora se reinventam e se redistribuem o tempo todo, ao sabor de ondas de fluxos, que desmancham formas de realidade e geram outras, que acabam igualmente dispersando-se no oceano, levadas pelo movimento de novas ondas. Subjetividade de hoje: arrancadas do solo, elas têm o dom da ubiqüidade – flutuam ao sabor das conexões mutáveis do desejo com fluxos de todos os lugares e todos os tempos, que transitam simultâneos pelas ondas eletrônicas.”
O som age como um catalisador da alma, desfazendo o corpo em pontos de luz, que transitam e se confundundem no espaço/tempo, produzindo ondas e conexões energéticas.
Corpo sem sentido, mais sentidos, sentindo-se – eternizando o instante que o transforma, deforma, reforma. É a vontade em ação construindo um corpo, que através do espaço/tempo se desmancha em movimentos e fluxos de pensamentos, subjetivando o ser.
No limite da profundidade dos corpos constitui-se uma superfície metafísica, responsável pela eminência da ação. Ritualizados pela alteridade, para uma construção de si através da potência vital e energia pulsante do outro os corpos absorvem a química da alma para tanto revigorá-la. Desprendidos da conotação “real” do “eu” encontram-se mergulhados em sua subjetividade, onde pulsa a essência do desejo e perpassam conexões de fluxos, tornando-se vibráteis e sensíveis à realidade singular da existência.

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